Quantas noites me vi sozinha nesta casa, à tua espera? Quantas noites me vi acompanhada nesta casa, à tua espera?

Tu vens, é certo, hoje ainda, amanhã, depois, acabas por vir. Mas, e quando vens? Porque continuo à tua espera? Porque me trazes o sorriso molhado da rua, o olhar comprazido dos outros, a energia frenética dos teus dias?

Porque não vens despido de memórias, de princípios, de certezas, apenas para mim, quando vens? Porque não me fazes sentir que a espera não faz menos de mim? Porque tenho que me despir de mim para te poder sentir? Porque é que me fazes ter medo de agir e só me sobra o reagir? Porque é que falta a leveza, a entrega absoluta?

A minha casa é o meu castelo. Quem fará de mim sua princesa?


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