Já assim era com o Vítor. Como se por ele não me dar cravos eu procurasse rosas noutro sítio. Nunca nada é perfeito. Nunca nada é inteiro. A mesa coxeia sempre um bocadinho, mesmo que teimemos em pôr-lhe papelinhos dobrados debaixo do pé curto. Em todos os minutos de uma noite encontra-se sempre um mais inquieto, mais fugidio. Esse, o filho da puta, que trava a porta com o pé e deixa entrar o que vem a mais. Há coisas que consigo fingir, por mim, por ti; outras que é impossível. Já assim era com o Vítor.


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